Não conheço ninguém que tenha visto uma impressora 3D funcionar e não ter ficado impressionado. Pra criar pequenos objetos de resina, basta desenhar o produto e levar até a impressora pra que em alguns minutos esse objeto esteja em suas mãos. É óbvio que a área da saúde abraçou essa tecnologia com todas as forças. Hoje, conseguimos construir próteses e órteses com custo extremamente reduzido e até mesmo produzir órgãos com células do próprio paciente. Existem várias técnicas de impressão em 3D que vão variar muito, dependendo do material que se quer usar e o que se quer fazer.

A estratégia da impressora em 3D é ter uma plataforma móvel que deposita ou esculpe o material do objeto a ser feito em uma plataforma fixa ou móvel também. Esse material vai tomando forma aos poucos e é uma ótima técnica pra fazer protótipos de produtos, moldes ou coisas personalizadas, mas é uma técnica relativamente lenta e difícil de produzir em escala. Mas como na área da saúde, quase tudo é personalizado e individual, essa solução torna-se altamente viável.

Vou contar pra vocês algumas iniciativas que utilizam impressão em 3D que estão impactando a área da saúde.

A primeira delas é a impressão de modelos de face pra paciente que tiveram, de alguma maneira, lesão de face. A customização de paciente pra paciente é algo possível graças a essa tecnologia. Outra iniciativa muito legal é a impressão de tecidos vivos. Isso é uma ótima alternativa pra transplantes de órgãos, porque acaba totalmente com a rejeição tecidual, substituição de alguns tecidos, como o cardíaco ou de cartilagens ósseas ou até mesmo fazer peles para substituição em queimaduras, por exemplo.

Essa técnica é possível utilizando células tronco juntamente com fragmentos do tecido que queremos que as células tronco se diferenciem, na qual são chamadas de tecido guia. Com a impressora, há a deposição dessa mistura celular em um molde pré projetado que faz com que esse órgão, ou parte dele, seja feito e possa ser transplantado.

Dessa forma que conseguimos imprimir tecidos saldáveis e imprimir também tecidos cancerígenos, por exemplo. Esse tipo de impressão facilita muito o estudos em laboratórios com essas doenças e aumenta a velocidade do avanço científico frente ao tratamento delas.

Seria este o começo de uma medicina totalmente personalizada e mais assertiva ? Será que poderemos imprimir órgãos sempre que precisarmos e sem nenhum risco de rejeição por parte do nosso organismo?

A resposta pra essas perguntas, certamente está próxima a acontecer. Enquanto isso, cabe a nós ficarmos de olho em todas as novidades e nos preparar pro baque que essa tecnologia vai fazer na medicina!

Um abraço, meus queridos ! Aguardo vocês aqui na quarta feira que vem para continuarmos a falar sobre as tecnologias que estão impactando a saúde nesse mundo 4.0!

Vamos juntos transformar a saúde desse país!

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Yuri Machado é médico, formado pela Faculdade de Medicina da UFMG, faz mestrado em neurociência pelo departamento de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da UFMG. Yuri é um workaholic assumido. Ama trabalhar, criar novas coisas e enfrentar desafios. Atualmente é CEO da MedBeta, onde enfrenta seus maiores desafios e tem suas maiores alegrias. Seu sonho é transformar o mundo através da educação. Ele acredita em uma educação participativa, em que o aluno é o principal protagonista de sua própria educação. Tem atuado ativamente em projetos inovadores na área da saúde! É diretor técnico da Saúde Ventures (a primeira Ventury Buider da área da saúde) e sócio fundador da ADDHERE, uma startup que visa melhorar o diagnóstico e o tratamento de crianças e adolescentes com TDAH. Mesmo com tanto trabalho, não abre mão de ser um bom marido pra sua esposa,Ingrid, e de ter tempo de qualidade com seus amigos e família. Ama viajar e conhecer novas culturas. Sua missão é impactar o mundo positivamente com suas ações, independente de onde ele estiver.

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