Se o Blockchain ainda não te chocou, garanto que ainda vai te chocar!

Eu não vejo nada que capte tanto a imaginação das pessoas com as inúmeras formas de aplicar essa tecnologia desde o surgimento da internet. Em sua essência, o blockchain é uma tecnologia que grava transações permanentemente, de uma maneira que não possam ser apagadas depois, somente podem ser atualizadas sequencialmente, mantendo um rastro de histórico sem fim. Além disso, todas as movimentações que são feitas utilizando essa rede são validadas por milhares de computadores que estão conectados entre si. A validação de uma transação não depende de uma pessoa, ela está descentralizada e dividida em pedaços criptografados que são juntados apenas com a chave do dono da transação. Essa descrição, aparentemente simples de seu funcionamento, tem implicações gigantescas e está fazendo com que repensemos as maneiras antigas de criar transações, armazenar dados e mover ativos! E isso é apenas o começo!

O criador dessa tecnologia foi o Satoshi Nakamoto, que também foi o criador da primeira criptomoeda, o Bitcoin. Até hoje, o criador dessa magnífica tecnologia não foi visto e há várias teorias por trás da real identidade desse gênio. Fato é que a pessoa quem criou essa tecnologia impactou e está impactando bastante o mundo. Economicamente, nós vivenciamos no ano de 2018 as criptomoedas. Para os que acreditavam que o bitcoin e outras criptomoedas eram apenas uma bolha ou uma “modinha da época”, eles seguem crescendo em valor e volume de mercado mas, é claro, que agora de maneira mais saudável. Quem não investiu, aproveite pra investir porque estamos no início de uma grande transição de eras!

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Na saúde o blockchain irá impactar diretamente a forma como lidamos com os dados dos pacientes e gestão de recursos. Há várias soluções já sendo feitas e aplicadas que se propõe a resolver os problemas de prontuário eletrônico, gestão de recursos intra hospitalar e até mesmo na atenção primária. O prontuário do paciente, que tem todos os registros médicos desde seu nascimento até o óbito é algo que, hoje, pode ser feito através do blockchain, mantendo o sigilo dos dados e a praticidade de ser online, podendo ser acessado em qualquer lugar do mundo.

Outra demanda real que temos é a de validação de prescrição ou solicitações de exames. Hoje usamos um carimbo, que é facilmente copiável e que impede que façamos prescrições digitais ou a distância. O Blockchain resolve definitivamente esse problema.

Algumas empresas bastante promissoras que já utilizam blockchain nas suas soluções e que estão impactando diretamente o mercado de saúde como por exemplo a MIT Media Lab, que desenvolveu o MedRec um sistema de registro para lidar com EMRs, que oferece aos paciente um acesso a suas informações medicas em provedores e locais de tratamento de uma forma simples e acessível.

A empresa MedicalChain utiliza a blockchain para armazenar registros de saúde de uma forma segura. Ela oferece soluções em determinados erros dos registros. Mais empresas renomadas como essas que utiliza desta tecnologia são as : PokitDok, Patientory, GEM, GUARDTIME, Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC).

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Seria este o fim dos cartórios e o início de uma era descentralizada e menos burocrática no mundo? Será que poderemos economizar aquele tanto de tempo que gastamos com burocracias na consulta e dar mais atenção ao paciente por causa dessa tecnologia? Cabe a nós ficarmos na torcida e nos preparar bem para essa época de transição tecnológica, por que essa tecnologia veio pra ficar.

Na semana que vem faremos uma entrevista com o Marcio, que é um desenvolvedor em Blockchain e possui várias iniciativas no ramo que falará um pouco mais pra nós sobre essa tecnologia. Deixe sua opinião nos comentários sobre essas tecnologias que estão impactando a saúde nesse mundo 4.0!!

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Yuri Machado é médico, formado pela Faculdade de Medicina da UFMG, faz mestrado em neurociência pelo departamento de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da UFMG. Yuri é um workaholic assumido. Ama trabalhar, criar novas coisas e enfrentar desafios. Atualmente é CEO da MedBeta, onde enfrenta seus maiores desafios e tem suas maiores alegrias. Seu sonho é transformar o mundo através da educação. Ele acredita em uma educação participativa, em que o aluno é o principal protagonista de sua própria educação. Tem atuado ativamente em projetos inovadores na área da saúde! É diretor técnico da Saúde Ventures (a primeira Ventury Buider da área da saúde) e sócio fundador da ADDHERE, uma startup que visa melhorar o diagnóstico e o tratamento de crianças e adolescentes com TDAH. Mesmo com tanto trabalho, não abre mão de ser um bom marido pra sua esposa,Ingrid, e de ter tempo de qualidade com seus amigos e família. Ama viajar e conhecer novas culturas. Sua missão é impactar o mundo positivamente com suas ações, independente de onde ele estiver.

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