Episódio 25 – MedBeta Podcast: A importância das experiências de liderança nesse mundo 4.0

Você se considera um bom líder? Você acredita que para ser um excelente líder é preciso ter talento ou basta ter treino? Você já passou por situações em que precisava ser líder e passou algum aperto? Certamente, durante a vida você já teve que ser líder algumas vezes. Seja coordenando um grupo de algum trabalho da faculdade ou organizando algum evento ou até mesmo resolvendo um problema de escala de plantão da sua equipe. Fato é que liderar é preciso! Sempre precisamos liderar alguma coisa. É claro que tem pessoas que gostam muito de se sujeitar a situações de liderança e outras que têm mais receio de assumir a dianteira e tomar decisões e assumir riscos, mas isso não tira a importância, quando necessário, de saber ser um bom líder. E essa é uma das habilidades que são mais valorizadas pelo mercado 4.0.

Num mundo em que a máquina está tomando o trabalho braçal do homem e as relações humanas estão ficando cada vez mais superficiais e frágeis, saber lidar com pessoas torna-se um dom cada vez mais raro e procurado. Mas acredito que você ali do outro lado é diferenciado e se prepara melhor pra esse mercado de trabalho cada vez mais exigente! A graduação é um grande laboratório de liderança. Não tenha medo de estar à frente de projetos que você acredita.

Além de te dar mais ânimo e motivação pra estudar e aprender, você irá desenvolver a habilidade mais rara hoje em dia que é a de lidar com pessoas. Pode parecer algo simples, mas, por mais que lidemos com pessoas desde o momento que nascemos, a maioria das pessoas não se comunica bem ou tem dificuldades de entender o problema do próximo ou até mesmo de propor soluções pra problemas em conjunto. E não importa se você é tímido, mandão, agregador, feliz ou triste, não importa sua personalidade, todo mundo consegue ser um bom líder e coordenar bem um time.

Já ouviu falar que toda panela tem sua tampa? É óbvio que, muitas vezes, o time que vai funcionar com uma pessoa mandona não vai ser o mesmo que vai funcionar com uma pessoa mais democrática, mas todo mundo tem seu jeito, basta treinar e procurar ter mais experiências de liderança. Um líder costuma analisar bem o padrão das pessoas justamente para fazer uma boa gestão de equipe e isso, sem dúvidas, faz muita diferença no ganho de resultados.

Oportunidades é que não faltam dentro da faculdade. Você pode organizar um evento, coordenar uma liga acadêmica, um projeto de extensão, pode até chefiar uma pesquisa. Tem como ser representante de turma, coordenar trabalhos na faculdade, participar do Diretório Acadêmico ou Centro Acadêmico, ser coordenador de algum esporte ou bateria da faculdade. Ufaaa, acho que foi tudo! Oportunidades é que não faltam.

Te desafio a dar sua cara a tapa em algum projeto que te desafie e te apaixone. Se permita poder criar algo belo e bom com a sua cara, de maneira que a sua marca fique bem estampada. Liderança é, antes de tudo, a arte de inspirar. Portanto, inspire as pessoas que estão a sua volta e veja a diferença que você pode fazer na vida delas e na sua.

E gostaria de finalizar essa série de formação médica nesse mundo 4.0 gerando uma reflexão. De acordo com uma pesquisa feita pelo IFTF (Institute For The Future) encomendada pela Dell Technologies, 85% dos trabalhos que existirão em 2030 não foram inventados ainda. Fiquem atentos às transformações!

Estamos em uma época de transição em que a velocidade das mudanças é muito rápida. Você já está à frente de muita gente só por estar procurando se atualizar. Interprete a sua graduação como um laboratório do futuro. Não tenha medo de se envolver em projetos, mas lembre-se, não faça nada apenas por títulos ou currículo. Não vale à pena, se não tiver paixão, se o projeto não te der um brilho no olho diferente, ele não irá te fazer feliz!

Se você já configurou algum posto de liderança ou ainda permanece à frente de algum projeto, conta aqui pra gente sobre os resultados alcançados.  

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Yuri Machado é médico, formado pela Faculdade de Medicina da UFMG, faz mestrado em neurociência pelo departamento de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da UFMG. Yuri é um workaholic assumido. Ama trabalhar, criar novas coisas e enfrentar desafios. Atualmente é CEO da MedBeta, onde enfrenta seus maiores desafios e tem suas maiores alegrias. Seu sonho é transformar o mundo através da educação. Ele acredita em uma educação participativa, em que o aluno é o principal protagonista de sua própria educação. Tem atuado ativamente em projetos inovadores na área da saúde! É diretor técnico da Saúde Ventures (a primeira Ventury Buider da área da saúde) e sócio fundador da ADDHERE, uma startup que visa melhorar o diagnóstico e o tratamento de crianças e adolescentes com TDAH. Mesmo com tanto trabalho, não abre mão de ser um bom marido pra sua esposa,Ingrid, e de ter tempo de qualidade com seus amigos e família. Ama viajar e conhecer novas culturas. Sua missão é impactar o mundo positivamente com suas ações, independente de onde ele estiver.

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